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domingo, 7 de agosto de 2016

atividade- spaece 2016

História em esmolas
Quando aqui chegaram, os portugueses traziam bugigangas para oferecer aos índios. Desde então, a história do Brasil é uma história de esmolas dos poderosos para os humildes.
Ao mesmo tempo em que matavam os índios, os colonizadores distribuíam esmolas para eles.
A independência também foi uma esmola: no lugar de um presidente brasileiro, eleito por nosso povo, tivemos um imperador, filho do rei da metrópole.
A libertação dos escravos foi incompleta como uma esmola: não distribuíram as terras, não colocaram seus filhos na escola. Deram-lhes uma esmola de liberdade.
Nossa república foi proclamada, mas de um modo insuficiente, como uma esmola. Foi proclamada, não constituída. Para proclamá-la, bastou um marechal, em cima de um cavalo, com sua espada, em um dia de novembro no Rio de Janeiro, mas para construí-la são necessários milhões de professores, em dezenas de milhares de escolas espalhadas por todo o território, durante muitas décadas.
BUARQUE, Cristovam. Os instrangeiros. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. Fragmento.


O fragmento que contém a principal informação desse texto é:
A) “Quando aqui chegaram, os portugueses traziam bugigangas para os índios.”.
B) “... a história do Brasil é uma história de esmolas dos poderosos para os humildes.”.
C) “... no lugar de um presidente brasileiro, eleito por nosso povo, tivemos um imperador,...”.

D) “Nossa república foi proclamada, mas de um modo insuficiente, como uma esmola.”.






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